Quadro 1: Bento volta com uma tábua curta e larga que estava junto a um canteiro. Lunna segura uma ponta, apoiando a outra na pedra seca para fazer uma ponte baixa. Epaminondas observa. Carrinho e bolo continuam no caminho seco.
Bento: Achei uma tábua!
Quadro 2: Lunna se estica para pegar o gato, escorrega com um pé na borda molhada e perde o equilíbrio. Epaminondas salta em direção ao ombro dela. Movimento cômico e leve.
Lunna: Opa!
Quadro 3: Lunna acaba SENTADA na água muito rasa, fundo totalmente visível e água abaixo dos tornozelos de quem está em pé. Está bem, surpresa e rindo de si mesma. Epaminondas está seco, acomodado sobre a cabeça dela, sem cobrir o rosto. Bento ri aliviado na margem. Duas orelhas no gato, uma cauda, patas coerentes.
Lunna: Pronto. Agora somos dois.
Epaminondas pensa: Eu pedi uma ponte.Quadro 1: Bento, na margem, segura a mão de Lunna e a ajuda a se levantar da água rasa. Epaminondas, sobre a pedra seca, ajuda do jeito dele: puxa de leve a manga de Lunna com a boca. Ela agradece aos dois. Macaquinho e tênis molhados.
Lunna: Obrigada, Bento! E você também, parceiro.
Quadro 2: Os três de volta ao caminho seco, perto do carrinho. Lunna olha o bolo com cobertura amassada dentro da cúpula ainda fechada. Está preocupada e segura a alça do carrinho. Bento ao lado, gato junto a ela.
Lunna: A Dona Célia confiou em mim.
Quadro 3: Bento aponta para o caminho da padaria. Lunna toma a decisão, mão no peito, enquanto Epaminondas se encosta na perna dela.
Bento: Ainda podemos levar de volta.
Lunna: E contar tudo.